Descrição da imagem: montagem com 4 fotos: no canto superior esquerdo está Florence Welch segurando e olhando a palma da mão de uma estátua. No canto direito está Alex Turner com um olhar sério em frente a uma mesa com uma espécie de maquete. Abaixo, no canto esquerdo, está Noah Mac com a roupa e o cabelos molhados. Ao lado, está a foto da capa do álbum Dirty Computer, com a Janelle Monáe usando um acessório com pedras brilhosas no rosto e sombra rosa nos olhos. Atrás do rosto dela aparece um círculo amarelo com bordas rosas.
Nesta nossa penúltima playlist do ano, trago aqui as minhas músicas favoritas lançadas em 2018 (ou aquelas que mais escutei ). Infelizmente não ouvi todos os álbuns e músicas lançados e com certeza outras bandas e artistas que gosto acabou nem entrando nessa lista porque preciso de mais tempo nessa vida para ouvir todos os álbuns que quero. (A lista de novos álbuns pra ouvir cresce igual minhas listas de filmes e séries pra assistir rs). Outras músicas que ouvi muito estão em outras playlists temáticas que fiz aqui no blog como If You Really Love Nothing do Interpol e City Looks Pretty da Courtney Barnett (na playlist de diretoras parte 1), Dark Spring de Beach House e After the Storm da Kali Uchis (na playlist de diretoras parte 2),Womanda Cat Power, My Enemy de CHVRCHES e Tangodo Bemti com o Johnny Hooker (na playlist de Feats)
A lista não está em ordem de preferência. Vamos dar o play?! :)
- Florence + The Machine - "Hunger"
A deusa, louca, feiticeira e fada das fadas, Florence Welch, escreveu Hunger baseada num poema de sua adolescência e a letra é carregada de emoção sobre o amor, desejos e perdas. A música está em High as Hope, o quarto álbum de sua carreira 💖
- Metric - "Now or Never Now"
A banda canadense liderada por Emily Haines faz parte da minha vida há uma década 💖
O novo álbum, Art of Doubt, mostra que o som deles continua eletrizante. Now or Never Now assim como Dressed to Suppress são viciantes.
- Talk to Her - "Zodiac"
Essa banda italiana foi indicação de um amigo e simplesmente não paro de ouvir o EP deles, Home. O som pós-punk moderno deles é incrível e espero que eles passem a ser reconhecidos!
- Arctic Monkeys - "Four Out For Five"
Alex Turner e cia. voltaram com tudo no álbum Tranquility Base Hotel & Casino e com certeza o som deles pegou a vibe do The Last Shadow Puppets (projeto paralelo do Alex com o Miles Kane que é maravilhoso). Four Out For Five possui uma letra inspirada em obras sci-fi e vocais hipnotizantes do Alex.
- Sharon Van Etten - "Jupiter 4"
Assim como em Comeback Kid, Sharon Van Etten (uma das minhas cantoras favoritas) trouxe de volta em Jupiter 4 toda a intensidade que ela carrega como artista. A música é linda, melancólica e fala da busca eterna por amor.
- Noah Mac- "Nobody But Us"
O reizinho da season 13 do The Voice US lançou muitas músicas após sua passagem pelo reality no fim do ano passado. Nobody but Us e The Soliloquy são algumas que mostram o quanto Noah é talentoso.
- Kali Uchis - "Tomorrow"
A colombiana Kali Uchis foi uma das revelações neste ano e seu álbum Isolation com certeza um dos melhores. Tomorrow foi produzida por Kevin Parker (vocalista do Tame Impala).
- CHVRCHES - "Miracle"
Love is Dead do CHVRCHES possivelmente foi um dos álbuns que mais escutei e Miracle é aquele indie synthpop gostoso de ouvir.
- Janelle Monáe feat. Zoë Kravitz - "Screwed"
Dona de um dos melhores e mais lacrantes álbuns do ano (o Dirty Computer), a Rainha Janelle Monáe gravou ao lado de Zoë Kravitz essa música divertida que enaltece a liberdade sexual e que faz críticas ao governo Trump.
- The 1975 - "Love It If We Made It"
Um dos álbuns mais elogiados do ano foi A Brief Inquiry Into Online Relationships do The 1975. Love It If We Made It também possui críticas políticas e é uma música que não sai dos seus ouvidos.
- Anna Calvi - "Hunter"
Tem como não amar Anna Calvi?! 💖 Hunter é seu terceiro álbum e a faixa título é pura arte.
- Cigarettes After Sex - "Crush"
Posso passar um dia inteiro ouvindo o som do Cigarettes After Sex. Crush acalma, transcende e te transporta para outro mundo.
- Yo La Tengo - For You Too
Yo La Tengo é perfeição sempre 💖 For You Too está no décimo quinto álbum deles, There’s a Riot Going On
- St. Vincent - Slow Disco (Piano Version)
Annie Clark, fada maravilhosa, lançou a versão em piano de seu álbum Masseduction. Não só Slow Disco ficou linda, mas todas do álbum. E como dizem por aí...the rock future is female 💖
- Robyn - "Honey"
A Rainha da Suécia voltou com tudo em seu álbum Honey. Assim como nos anteriores, suas músicas são o que o pop tem de mais relevante hoje.
Curtiram nossa playlist?! Na próxima semana trarei a última do ano :)
Descrição da imagem: em destaque estão os atores Dakota Fanning, Daniel Brühl e Luke Evans caracterizados como seus personagens de The Alienist. A imagem possui uma mistura de cores arroxeadas e alaranjadas e está escrito The Alienist em letras azul-claras.
Nova York é cenário para diversos filmes e séries de época
que muitas vezes procuram não glamourizar a cidade e mostrar histórias com
significados mais realistas e profundos (e às vezes cruéis). Exemplos não
faltam como o filme Gangues de Nova York
de Martin Scorsese e a série The Knick de Steven Soderbergh.
The Alienist, série
produzida pela TNT norte-americana e
distribuída pela Netflix, é uma ótima adição a essas histórias ambientadas em Nova
York. Ela retrata minuciosamente a
cidade em 1896 como se estivesse pintando uma tapeçaria única - uma cidade que
é tão confortável hospedando a violência de Scorsese e a intensidade de Spike
Lee como também os adornos de uma sociedade hipócrita. A cidade com seus cortiços e avenidas desempenha um papel importante na série
baseada no livro de Caleb Carr, um
thriller psicológico sobre um serial killer e o grupo de investigadores em seu
rastro. Depois do brutal assassinato de um menino que trabalhava como
prostituto em um bordel da cidade, o recém-nomeado comissário de polícia
Theodore Roosevelt (Brian Geraghty)apela aos serviços do Dr. Laszlo Kreizler, um
psicólogo criminal, para investigar o crime. O Dr. Kreizler, interpretado por Daniel Brühl, conta com o suporte de
outras pessoas talentosas: o seu melhor amigo - o cartunista do New York Times
John Moore (interpretado por Luke Evans);
dois jovens irmãos detetives, Marcus e Lucius Isaacson (vividos por Douglas Smith e Matthew Shear); e a secretária do comissário, Sara Howard (interpretada
por Dakota Fanning).
Descrição da imagem: Dakota Fanning, Luke Evans e Daniel Brühl olham assustados para algo abaixo deles em um local à noite. Dakota e Luke seguram lampiões acesos e ambos usam chapéu.
A dinâmica entre esse grupo de personagens tão diferentes um
do outro e impulsionados por motivações distintas é muito bem escrita. Cada um deles
possui sua história de fundo que aos poucos se tornam relevantes para
desenvolvê-los como personagens e para dar andamento à narrativa. Entre os
roteiristas estão Hossein Amini (do
filme Drive), Gina Gionfriddo (de House of
Cards) e Cary Joji Fukunaga, que
foi responsável pela excelente 1ª temporada de True Detective e recentemente pela minissérie Maniac. Embora Fukunaga não tenha dirigido nenhum dos 10 episódios
de The Alienist, a direção da série
possui o requinte semelhante ao trabalho dele e os créditos são do excelente
trabalho dos diretores, entre eles Jakob
Verbruggen, um dos produtores da série. Além disso, ela conta com o ótimo trabalho de
design de produção e direção de arte uma vez que os episódios foram filmados em
Budapeste, onde construíram ruas inteiras, vestidas imaculadamente para recriar
a Nova York de 1896.
A série realmente o transporta para outra época e com isso seguimos
os protagonistas enquanto perseguem pistas em becos escuros, investigam bordéis
cheios de doenças e assistem a óperas enquanto tentam impedir um assassino de
matar mais outros garotos pobres da cidade. E juntamente com essas
investigações, a narrativa também discute a corrupção existente na polícia
nova-iorquina e nas famílias influentes da cidade.
Descrição da imagem: Daniel Brühl e Luke Evans saem de uma carruagem em um local arborizado.Os dois possuem olhares atentos para algo na frente deles.
O Dr. Kreizler é um personagem muito interessante, obcecado pelo seu alto
desempenho, não diferente do Sherlock de Benedict
Cumberbatchna série britânica
baseada na obra de Arthur Conan Doyle.
O passado conturbado do Dr. Kreizler e sua precisão clínica adicionam uma
camada de mistério que permanece obscura até o fim. Outro ponto interessante do
personagem é o relacionamento dele com seus três empregados, Mary, Cyrus e Stevie (vividos por Q'orianka Kilcher, Robert Wisdom e Matt Lintz),
em que ambos são protegidos pelo Doutor e chega um momento em que ele se
questiona sobre esse sistema de servidão em sua casa. Daniel Brühl é impecável como sempre e seu trabalho na série é merecedora
de indicações aos prêmios da tv.
No entanto, do trio central, Dakota Fanning é o verdadeiro destaque. Sara é uma personagem maravilhosa e super
empoderada uma vez que para os costumes da época, ser uma jovem solteira de uma
família respeitável trabalhando num ambiente predominantemente masculino (o
departamento de polícia da cidade) era algo quase impensável para a sociedade.
Perseguir assassinos, entrar em bordéis decadentes e questionar a autoridade
masculina era algo impróprio para uma mulher. Há determinadas cenas em que ela
questiona e comenta a visão estúpida da época (mas que infelizmente ainda
existe) sobre o papel da mulher na sociedade como numa cena onde ela encontra
seus ex-colegas de faculdade e uma das colegas defende a ideia de que é preciso casar
para ser feliz. Outra cena bem no início da série enquanto Sara se veste, ela
questiona a necessidade de se usar cintas apertadas e fala algo como “Parecem
que eles têm medo de nossas curvas” se referindo aos costumes impostos pelo
patriarcado (costumes que ainda são impostos, de outras maneiras, pela nossa atual
sociedade machista ). A interpretação de Dakota está maravilhosa e fico muito
feliz por ela voltar a mostrar que é uma atriz talentosa depois de alguns
filmes que não deram muito certo.
Descrição da imagem: Em destaque está Dakota Fanning de vestido verde e preto em que as mangas caem sob os ombros, luvas pretas, um colar preto no pescoço e com um penteado preso em um coque arrumado. Atrás dela estão os atores Douglas Smith, Matthew Shear, Daniel Brühl e Luke Evans caminhando num corredor cheio de abajures e objetos de decoração.
Fechando o trio protagonista, temos John Moore, que representa
quase que a voz da razão para o Dr. Kreizler. E, além disso, ele é um
personagem a quem a gente se apega de verdade pelo sentimento de humanidade que
existe dentro dele. Luke Evans (reizinho do meu coração) também está ótimo em seu
papel.
Todos os subplots destes personagens contribuem para o
drama, e funciona como uma distração temporária (e pausa) do horror dos crimes
que estão investigando. E falando na investigação, ela é desenvolvida através
de pistas e plot twists instigantes fazendo o suspense crescer a cada episódio.
No centro destas investigações há
discussões interessantes sobre o preconceito a imigrantes, o preconceito de
gênero e traumas extremos.
The Alienist é
baseada em apenas um dos livros de Caleb
Carr e, portanto, com o sucesso dessa temporada uma segunda foi confirmada
em que adaptará outro livro com esses personagens, o The Angel of Darkness. Isso significa que muito em breve veremos Laszlo,
Sara e John em ação novamente.
Trailer legendado:
FICHA TÉCNICA:
Gênero: Drama, Thriller
Número de episódios: 10
Direção: Jakob Verbruggen, Paco Cabezas, James Hawes, Jamie Payne, David Petrarca
Roteiro: Hossein Amini, E. Max Frye, Cary Joji Fukunaga, Gina Gionfriddo, Chase Palmer, John Sayles
Elenco: Daniel Brühl, Dakota Fanning, Luke Evans, Brian Geraghty, Robert Wisdom, Douglas Smith, Matthew Shear, Q'orianka Kilcher, Matt Lintz, David Wilmot, Ted Levine, Martin McCreadie, Daisy Bevan, Jackson Gann, Grace Zabriskie, Michael Ironside, Sean Young, Antonio Magro, Josef Altin, Jefferson White, Oliver Carter, Dominic Boyle, Sean McGinley
Produção: Jakob Verbruggen, Hossein Amini, Cary Joji Fukunaga, E. Max Frye, Rosalie Swedlin, Eric Roth
Fotografia: Chris Seager, P.J. Dillon, Gavin Struthers, Larry Smith
Trilha sonora: Rupert Gregson-Williams
Edição: Katie Weiland, Tanya M. Swerling, Matt Platts-Mills, Nick Arthurs, Philip Kloss, Martin Nicholson
Figurino: Michael Kaplan
Design de produção: Mara LePere-Schloop, Will Hughes-Jones
Direção de arte: Zsuzsanna Borvendég, Andres Cubillan, Biljana Jovanovic, Gergely Rieger, Karl Probert, Bill Crutcher