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sábado, 8 de dezembro de 2018

[REPOST] - MULHERES NA DIREÇÃO | ALIAS GRACE (2017)


Descrição da imagem: a personagem Grace Marks, de vestido longo e mangas compridas e com seu cabelo preso num coque está sentada na cama de uma cela. Ela olha fixamente para a parede à sua frente. Uma luz matinal entra pelos buracos quadriculados da janela. Um banco e um balde de madeira também estão no local.


Obs: Texto originalmente escrito em janeiro de 2018




2017 foi um ano recheado de novas produções televisivas e muitas delas se destacaram por sua qualidade narrativa, estilo e principalmente pelos temas abordados. Outro aspecto que destaco foi a presença de mulheres incríveis envolvidas nessas produções, seja protagonizando estas histórias ou por trás das câmeras, comandando episódios magníficos.  

A minissérie Alias Grace entra para o grupo de histórias marcantes lançadas ano passado (em novembro, mais precisamente) e é baseada em uma história real e no romance escrito por Margaret Atwood - que também escreveu O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale). Lançada pela Netflix, ela é um tipo de história fantasticamente diferente sobre o poder feminino e traz em sua direção a maravilhosa Mary Harron (diretora de Psicopata Americano) e no roteiro da incrível Sarah Polley (Histórias que Contamos). Enquanto The Handmaid's Tale faz um estudo social moldado na desesperança e dor de existir dentro de um sistema desumanizante, Alias Grace realiza algo muito mais sutil em mostrar uma história também feminista e cheia de camadas sobre como as mulheres são tratadas pelo sistema.

No decorrer de seus 6 episódios, acompanhamos a vida de Grace Marks (interpretada por Sarah Gadon), uma ex-empregada que foi condenada à prisão pelo assassinato de seu patrão, Thomas Kinnear (Paul Gross) e da governanta Nancy Montgomery (Anna Paquin), no Canadá do século XIX. À medida que ela sofre os abusos dos sistemas de prisão e asilo, um pequeno núcleo de espectadores da classe alta defende sua inocência - aparentemente fora do altruísmo do progressismo social. Para esse fim, o psiquiatra Dr. Simon Jordan (Edward Holcroft) é chamado para avaliar o estado mental de Grace e verificar a verdade de sua culpa ou inocência.

Descrição da imagem: o Dr. Jordan sentado em uma cadeira segura um lápis e um livro de anotações. Ele possui um olhar de curiosidade e está com a testa franzida.


Grace é totalmente oprimida: encarcerada, abusada e silenciada, ela flutua como uma curiosidade e como uma "assassina célebre" para o povo da cidade. No entanto, a minissérie desenvolve o poder de Grace engenhosamente mostrando toda sua força para sobreviver àquele lugar e àquelas pessoas. Grace segura todas as rédeas em suas mãos, especificamente por causa da posição aparentemente impotente em que seus "superiores" a colocaram. Assim como June em The Handmaid’s Tale, Grace sabe que precisa usar da manipulação para sobreviver numa sociedade opressora.

A primeira característica marcante em que a série se constrói é através do sua narrativa: grande parte da história é contada em vários voiceovers, principalmente com Grace, enquanto ela oferece ao Dr. Jordan exatamente o que ele veio descobrir: a versão dela da história. Mas esse é precisamente o cerne da narração da série. Grace é responsável pela narrativa, e ela é uma contadora de histórias magistral. Os padrões particulares de seu discurso - cuidadoso, sério e tão finamente trabalhado como as costuras nas colchas que ela costuma fazer continuamente - vem caracterizar seu controle sobre a narrativa. Enquanto o Dr. Jordan e seus outros benfeitores se apegam a ela por respostas, ela entende que controla aquela história e o que eles aprendem e acreditam.

Descrição da imagem:  É fim de tarde. Em um local com árvores, Grace de vestido, um lenço no pescoço e uma touca no cabelo, olha para o lado. Mais atrás está o personagem Thomas Kinnear segurando um lampião aceso.


O segundo elemento que dá a Grace seu poder - e é aí que série atinge sua nota mais forte - é o fascínio mórbido com o sofrimento das mulheres. Observamos o Dr. Jordan devorar cada pedaço da história de Grace - isto é, cada perda subseqüente, abuso e devastação. Mas simultaneamente, o público se apega aos mesmos detalhes horríveis. Grace torna seu sofrimento algo que fascina seus ouvintes (nós e o Dr. Jordan). Ela o usa como moeda e ao mesmo tempo como acusação para a multidão de aristocratas que, por um lado, estão fascinados com sua célebre assassina e, por outro lado, com todo o espiritismo e a comunicação com os mortos.

Nada disso seria uma excelente narrativa sem a impressionante precisão das performances de seu elenco, principalmente Sarah Gadon como Grace e Rebecca Liddiard, como a melhor amiga dela, Mary Whitney. As duas atrizes mostraram performances fortes e cativantes que se entrelaçam com as voltas da história e nos dão a compreensão multivalente da narrativa que faz a série brilhar. A direção de Mary Harron é excepcional, com enquadramentos inteligentes e escolhas que enaltecem as expressões de sua protagonista, mostrando como Sarah Gadon é incrível, numa atuação que carrega muitas nuances e profundidade. Além disso, há a bela fotografia da série assinada por Brendan Steacy e o design de produção feito por Arvinder Grewal, onde juntos são peças fundamentais para a construção da época retratada.

Descrição da imagem: As personagens Mary Whitney e Grace Marks lado a lado conversam com outras duas criadas que estão de costas. Mary segura um papel e possui um olhar de alegria no rosto. Ela, Sarah e as outras duas garotas estão de toucas em seus cabelos.


Claro, como em The Handmaid's Tale, é quase impossível assistir a Alias Grace fora do contexto dos eventos atuais em Hollywood. Com a campanha #MeToo nas mídias sociais e as acusações derrubando homens poderosos de seus pedestais bem como a onda de conservadorismo que  vê a mulher como subalterna e apenas reprodutora, obras como estas, são essenciais dentro da cultura pop, tocando em temas universais e relevantes. Alias Grace é uma história sobre uma mulher esmagada no fundo da pilha social pelo fato de ser mulher, cujos abusos são muitas vezes os abusos cometidos em mulheres que não têm voz para denunciar esses ataques. Mas a Grace mais velha e maltratada com esses abusos que a roubaram de sua liberdade usa sua voz - a força narrativa - para manipular suas desvantagens e derrubar os homens que a manipularam - ou pelo menos, para roubá-los especificamente de seu poder sobre ela. 

Trailer legendado



FICHA TÉCNICA:

Gênero: Drama
Número de episódios: 6
Direção: Mary Harron
Roteiro: Sarah Polley
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Rebecca Liddiard, Zachary Levi, Paul Gross, Anna Paquin, Kerr Logan, Stephen Joffe, David Cronenberg, Sarah Manninen, Alice Snaden, Mag Ruffman, Claire Armstrong, Jonathan Goad, Samantha Weisntein, Kate Ross 

Produção: Sarah Polley, D. J. Carson
Fotografia: Brendan Steacy
Trilha sonora: Jeff Danna, Mychael Danna
Edição: David Wharnsby
Figurino: Simonetta Mariano
Design de produção: Arvinder Grewal
Direção de arte: Dean A. O'Dell, Brad Milburn
País: Canadá
Ano: 2017





quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

TEMPORADA DE PREMIAÇÕES | INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2019





A temporada de premiações começou e a primeira entrega de prêmios do ano sempre é o Globo de Ouro (Golden Globes), evento da Associaçõa de Imprensa Estrangeira de Hollywood que premia produções do cinema e da tv. A cerimônia da 76ª edição dos Prêmios Globo de Ouro acontecerão em 6 de janeiro de 2019 em Beverly Hills e contará com a apresentação dos atores Sandra Oh (uma das indicadas na categoria de Série Dramática) e Andy Samberg. Alguns dos destaques são os filmes Infiltrado na Klan, Nasce uma Estrela, Pantera Negra, Green Book e as séries Pose, Homecoming, Sharp ObjectsThe Assassination of Gianni Versace: American Crime Story.

A lista completa dos indicados:


Categorias em CINEMA:


Melhor Filme de Drama:

- Nasce uma Estrela
- Se a Rua Beale Falasse
- Pantera Negra
- Infiltrado na Klan
- Bohemian Rhapsody


Melhor Filme de Comédia ou Musical:

- A Favorita
- Green Book - O Guia
- Vice
- Podres de Ricos
- O Retorno de Mary Poppins


Melhor Filme em Animação:

- Os Incríveis 2
- Ilha dos Cachorros
- Mirai
- WiFi Ralph - Quebrando a Internet
- Homem-Aranha no Aranhaverso

Melhor Filme Estrangeiro:

- Assunto de Família (Japão)
- Cafarnaum (Líbano)
- Girl (Bélgica)
- Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)
- Roma (México)



Melhor Ator - Drama

- Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
- Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
- Lucas Hedges (Boy Erased)
- Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
- John David Washington (Infiltrado na Klan)

Melhor Ator - Comédia ou Musical

- Christian Bale (Vice)
- Viggo Mortensen (Green Book - O Guia)
- Lin-Manuel Miranda (O Retorno de Mary Poppins)
- Robert Redford (The Old Man & The Gun)
- John C. Reilly (Stan & Ollie)


Melhor Ator Coadjuvante 

- Mahershala Ali (Green Book - O Guia)
- Timothee Chalamet (Querido Menino)
- Sam Rockwell (Vice)
- Adam Driver (Infiltrado na Klan)
- Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)


Melhor Atriz - Drama

- Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
- Glenn Close (A Esposa)
- Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
- Nicole Kidman (O Peso do Passado)
- Rosamund Pike (A Private War)


Melhor Atriz - Comédia ou Musical

- Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins)
- Olivia Colman (A Favorita)
- Elsie Fisher (Eight Grade)
- Charlize Theron (Tully)
- Constance Wu (Podres de Ricos)


Melhor Atriz Coadjuvante

- Amy Adams (Vice)
- Claire Foy (O Primeiro Homem)
- Emma Stone (A Favorita)
- Rachel Weisz (A Favorita)

- Regina King (Se a Rua Beale Falasse)


Melhor Canção Original

“All the Stars,” Pantera Negra
"Girl in the Movies,” Dumplin
“Requiem for A Private War,” A Private War
“Revelation", Boy Erased
“Shallow,” Nasce uma Estrela



Melhor Trilha Original

- Um Lugar Silencioso
- Ilha dos Cachorros
- Pantera Negra
- O Primeiro Homem
- O Retorno de Mary Poppins


Melhor Roteiro

- Roma
- A Favorita
- Se a Rua Beale Falasse
- Vice
- Green Book - O Guia


Melhor Diretor

- Alfonso Cuarón (Roma)
- Adam McKay (Vice)
- Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
- Spike Lee (Infiltrado na Klan)
- Peter Farrelly (Green Book - O Guia)


CATEGORIAS EM TELEVISÃO:


Melhor Série Drama

- Killing Eve
- Homecoming
- Bodyguard

- Pose
- The Americans


Melhor Série de Comédia

- Barry
- The Marvelous Mrs. Maisel
- The Good Place
- The Kominsky Method
- Kidding


Melhor Série Limitada ou Telefilme

- The Alienist
- A Very English Scandal
- The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
- Sharp Objects
- Escape at Dannemora



Melhor Ator de Série Drama

- Jason Bateman (Ozark)
- Stephan James (Homecoming)
- Matthew Rhys (The Americans)
- Billy Porter (Pose)
- Richard Madden (Bodyguard)

Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme

- Antonio Banderas (Genius)
- Daniel Bruhl (The Alienist)
- Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
- Benedict Cumberbatch (Patrick Melrose)
- Hugh Grant (A Very English Scandal)


Melhor Ator Coadjuvante

- Alan Arkin (The Kominsky Method)
- Kieran Culkin (Succession)
- Edgar Ramirez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
- Ben Whishaw (A Very English Scandal)

- Henry Winkler (Barry)

Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical

- Bill Hader (Barry)
- Sacha Baron-Cohen (Who Is America?)
- Jim Carrey (Kidding)
- Donald Glover (Atlanta)
- Michael Douglas (The Kominsky Method)


Melhor Atriz em Série Drama
- Catriona Balfe (Outlander)
- Elisabeth Moss (The Handmaid's Tale)
- Julia Roberts (Homecoming)
- Keri Russell (The Americans)
- Sandra Oh (Killing Eve)


Melhor Atriz Coadjuvante

- Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
- Patricia Clarkson (Sharp Objects)
- Penelope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
- Yvonne Strahovski (The Handmaid's Tale)
- Thandie Newton (Westworld)


Melhor Atriz em Série Limitada

- Amy Adams (Sharp Objects)
- Connie Britton (Dirty John)
- Laura Dern (O Conto)
- Patricia Arquette (Escape at Dannemora)
- Regina King (Seven Seconds)


Melhor Atriz em Série de Comédia

- Alison Brie (GLOW)
- Candice Bergen (Murphy Brown)
- Debra Messing (Will and Grace)
- Kristen Bell (The Good Place)
- Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)




quarta-feira, 26 de setembro de 2018

4 SÉRIES FINALIZADAS PARA VOCÊ MARATONAR (NA NETFLIX)

Descrição da imagem: Montagem com 4 fotos: O ator Mads Mikkelsen debruçado sobre uma mesa com um crânio humano e algumas verduras; os atores Freddie Highmore e Vera Farmiga deitados numa cama; a atriz Tatiana Maslany sentada numa poltrona; a atriz Hannah Murray usando headphones brancos.


Sabe quando você fica passando pelas opções da Netflix em busca de uma boa série e acaba sem saber qual delas começar a assistir? Se você está atrás de alguma série já finalizada, mas que não seja muito longa, ou seja, sem muitos episódios ou muitas temporadas, fizemos essa pequena lista com dicas de algumas ótimas séries não originais da Netflix, mas que estão em seu catálogo. São séries muito bem atuadas, bem escritas e que dá pra você assistir rapidinho sem se prender a um número muito grande de episódios.

1. Hannibal

Descrição da imagem: os atores Hugh Dancy e Mads Mikkelsen em uma cozinha, onde seus personagens preparam uma refeição. Há verduras e uma carne em cima de uma mesa


Criada pelo incrível Bryan Fuller e protagonizada pelo também incrível Mads Mikkelsen, a série é uma adaptação dos livros de Thomas Harris sobre o serial killer mais famoso da cultura pop: Hannibal Lecter. Claro que Anthony Hopkins é o Hannibal definitivo no cinema, principalmente pela sua atuação maravilhosa e assustadora no filme O Silêncio dos Inocentes de 1991. Mas o trabalho de Mikkelsen não fica atrás. Ele é tão brilhante na pele do canibal mais famoso da ficção quanto Hopkins. Aliás, o roteiro magnífico da série consegue construir um personagem intrinsecamente complexo e cheio de nuances muito bem trabalhadas durante suas 3 temporadas. Outro excelente destaque e um dos maiores plots da série é a relação entre Lecter e o agente do FBI, Will Graham (interpretado por Hugh Dancy). Além disso tudo, Hannibal possui uma fotografia perfeita e enquadramentos que fazem da série uma obra de arte. No elenco também estão Gillian Anderson, Laurence Fishburne e Caroline Dhavernas. Uma curiosidade é que para dar realismo aos pratos apresentados nos episódios, a produção contratou o chef espanhol José Andrés. Por esse trabalho incrível, gosto de apelidar a série como um verdadeiro canibalismo gourmet.


2. Bates Motel

Descrição da imagem: Os atores Freddie Highmore e Vera Farmiga de frente um para o outro com expressões assustadas em seus rostos


Outra série que traz um famoso personagem do cinema e também psicopata: Norman Bates. Com 5 temporadas de 10 episódios cada, a série é uma espécie de prequel sobre o personagem do filme Psicose de Alfred Hitchcock. Só que a história da série se passa nos dias atuais e mostra a juventude de Norman e sua relação conturbada e obsessiva com sua mãe Norma Bates, onde os dois administram o Motel mais famoso da cultura pop. Freddie Highmore dá vida à Norman, enquanto a rainha e diva Vera Farmiga interpreta a mãe. Os dois estão impecáveis nos personagens e mesmo sabendo no que Norman irá se tornar, acompanhar a jornada do personagem, principalmente a complexa relação entre mãe e filho, é um deleite para quem curte séries com viés psicológico. 

3. Orphan Black

Descrição da imagem: Tatiana Maslany como duas de suas personagens de Orphan Black: Sarah e Cosima (esta, de óculos). As duas olham atentamente para a tela de um notebook que possui desenhos da dupla hélice do DNA humano.


A atriz Tatiana Maslany é a alma dessa série super dinâmica e cheia de plot twists e o grande trunfo é o trabalho dela interpretando 10.000 personagens ao mesmo tempo. Ok, não são 10.000, mas dar vida a todas as diferentes personagens da estória não é pra qualquer atriz e Tatiana já recebeu o Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática em 2016 pela sua atuação na série. A trama gira em torno de Sarah Manning, que após testemunhar o suicídio de uma desconhecida que é idêntica a ela e decidir assumir a identidade desta, ela descobre uma verdadeira conspiração criada por uma empresa de tecnologia genética. Bem, não posso contar mais nada para não dar muitos spoilers da narrativa. Possui 5 temporadas com apenas 10 episódios cada.


4. Skins

Descrição da imagem: Parte do elenco de Skins, sentados e deitados em poltronas numa sala com paredes pintadas com arte de grafite.


Skins é a melhor série sobre adolescência da história da tv. Produzida pelo canal britânico E4, a série é divida em 3 fases (chamadas por nós, fãs, de 3 gerações, onde em cada geração há um elenco diferente) e uma temporada final que escolhe 3 dos personagens mais icônicos da estória para mostrar como eles estão encarando o início da vida adulta. Muito sexo, drogas, rock'roll e festas, a série é um retrato interessante e sem qualquer tipo de tabu sobre a adolescência e seus dilemas e conta a história de grupos de amigos que vivem em Bristol. Muito bem escrita e atuada, a série é ótima justamente por se passar na Inglaterra, porque as séries britânicas são muito mais realistas em alguns aspectos que as norte-americanas. (A mtv dos EUA tentou fazer uma versão da série, mas de tão ruim, foi um grande fracasso).
A série revelou nomes conhecidos do cinema e da tv como Nicholas Hoult (o jovem Fera da mais recente franquia X-Men), Dev Patel (Lion: Uma Jornada para Casa), Kaya Scodelario (da trilogia Maze Runner), Jack O'Connel (Invencível, filme dirigido por Angelina Jolie), Daniel Kaluuya (do sucesso Corra!), Hannah Murray e Joe Dempsie, ambos de Game of Thrones - os personagens Gilly e Gendry na série da HBO. Possui 6 temporadas com 8 a 10 episódios cada e uma sétima temporada especial com 6 episódios.



Se interessou por algumas dessas séries (ou todas elas 💖 )? Espero que curtam essas quatro dicas :)
Em breve farei outra listinha de séries que não estão na Netflix, mas podem ser encontradas em outros serviços de streaming.